O animal foi localizado por equipes da Gerência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (GMAST), da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). Segundo o órgão, o pinguim não apresentava ferimentos aparentes no momento do resgate.

Após a ocorrência, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi acionado e encaminhou o animal ao Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), onde passará por avaliação clínica, manejo e reabilitação.

De acordo com o IMA, a situação preocupa. Em 2025, foram registrados 27 pinguins no litoral baiano. Apenas seis chegaram vivos para atendimento especializado e, apesar dos esforços das equipes, nenhum conseguiu sobreviver.

Os pinguins costumam aparecer na costa brasileira durante o inverno, quando deixam regiões mais frias em busca de alimento. Muitos acabam sendo levados pelas correntes marítimas até o litoral do Nordeste, chegando debilitados e necessitando de cuidados especializados.

O Instituto Mamíferos Aquáticos orienta que, ao encontrar um pinguim, a população não tente devolvê-lo ao mar, não ofereça água ou alimento e mantenha pessoas e animais domésticos afastados. A recomendação é acionar imediatamente os órgãos ambientais responsáveis para que o resgate seja realizado de forma segura.

O primeiro resgate de 2026 renova a esperança de que o animal consiga se recuperar e reforça a importância da colaboração da população para aumentar as chances de sobrevivência desses visitantes incomuns do litoral baiano.