A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento. A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), o plano de saúde está entre os principais pontos de impasse. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende promover alterações no benefício.

A federação informou que a decisão pela paralisação ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a entidade, a categoria buscou uma solução negociada, mas não houve acordo em um dos temas considerados fundamentais pelos trabalhadores.

Correios dizem que agências continuam abertas

Os Correios informaram que acionaram o chamado Plano de Continuidade de Negócios, com o objetivo de reduzir os impactos da greve e manter os serviços em funcionamento no país.

A estatal afirma que a rede de agências permanece aberta ao público. Até o momento, a empresa não informou se a paralisação provocará mudanças nos prazos de entrega nem quais regiões poderão ser mais afetadas.

Enquanto não houver acordo entre a empresa e os trabalhadores, a greve segue por tempo indeterminado.