O câncer de bexiga ainda é pouco conhecido justamente entre as pessoas que estão em uma das faixas etárias mais afetadas pela doença. Uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, a pedido da Pfizer e do Instituto Oncoguia, apontou que 81% dos entrevistados com 60 anos ou mais desconhecem ou apenas ouviram falar desse tipo de câncer.

O levantamento ouviu 1.400 pessoas com 18 anos ou mais, das classes ABC, em São Paulo e nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belém, Recife, Porto Alegre e Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas pela internet entre 21 de julho e 2 de agosto de 2026. Por isso, os resultados retratam o público pesquisado e não devem ser interpretados como uma amostra de toda a população idosa brasileira.

Um dos principais sinais de alerta é a presença de sangue na urina, mesmo quando ocorre sem dor. O INCA também aponta dor ao urinar, aumento da frequência urinária e urgência para urinar entre os sintomas que devem ser investigados. Esses sinais também podem estar relacionados a outras doenças e, isoladamente, não confirmam a existência de câncer.

A pesquisa mostrou que somente 55% dos participantes com 60 anos ou mais reconheceram o sangue na urina como possível sinal da doença, enquanto 32% não souberam identificar os sintomas.

Brasil deve registrar 13,1 mil casos por ano

O Instituto Nacional de Câncer estima 13.110 novos casos de câncer de bexiga por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Desse total anual, são estimados 9.040 casos entre homens e 4.070 entre mulheres.

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para a doença. Também estão relacionadas ao aumento do risco determinadas exposições ocupacionais a substâncias químicas, como as encontradas em atividades envolvendo corantes, borracha, produção de alumínio, pintura, arsênio, benzeno e fumaça de motores a diesel.

Dados do INCA mostram ainda que 5.252 pessoas morreram por câncer de bexiga no Brasil em 2023, sendo 3.423 homens e 1.829 mulheres.

O instituto ressalta que não há evidências suficientes para recomendar o rastreamento do câncer de bexiga para toda a população. A orientação é investigar sinais suspeitos, especialmente a presença de sangue na urina, buscando avaliação médica para identificar a causa e, quando necessário, iniciar o tratamento precocemente.