O Brasil registrou um marco histórico no mercado de trabalho: 66,8% dos trabalhadores ocupados estão contribuindo para a Previdência Social. O dado, divulgado pelo IBGE por meio da PNAD Contínua, representa o maior percentual desde o início da série histórica, em 2012.

Ao todo, cerca de 68,2 milhões de pessoas estão contribuindo com algum regime previdenciário no país. O avanço é atribuído, principalmente, ao crescimento do emprego formal e à redução da informalidade, fatores que ampliam a proteção social dos trabalhadores brasileiros.

Apesar de não ser o maior número absoluto já registrado — o pico ocorreu no final de 2025 — o percentual atual é o mais alto já alcançado, indicando uma melhora na qualidade das ocupações. Isso acontece porque a proporção de trabalhadores com acesso à Previdência aumentou em relação ao total de pessoas empregadas.

Outro dado relevante é a queda na informalidade, que recuou para cerca de 37,5%. Esse movimento reforça a tendência de formalização do mercado, com mais trabalhadores tendo carteira assinada ou contribuindo de forma autônoma.

Ainda assim, o cenário exige atenção. Mesmo com o recorde, aproximadamente um terço da população ocupada no Brasil ainda está fora da cobertura previdenciária, o que representa milhões de pessoas sem acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão.

Especialistas apontam que o crescimento da contribuição previdenciária é positivo para a sustentabilidade do sistema no longo prazo, além de garantir mais segurança para os trabalhadores. No entanto, destacam a necessidade de políticas públicas que incentivem ainda mais a formalização e ampliem a inclusão previdenciária no país.

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