A escritora baiana Ava Lira, de apenas 9 anos, teve seu primeiro livro, “A Magia das Diferenças” , selecionado para integrar o acervo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia.

A Fundação Pedro Calmon adquiriu 40 exemplares da obra, que apresenta histórias sobre diversidade, respeito, acolhimento e amizade.

Estudante do Colégio Villa Global Education, Ava criou cinco personagens que fogem dos padrões: uma passarinha que não voa, um arco-íris sem cor, uma galinha que não bota ovos, uma vaca que não dá leite e um macaco que não gosta de bananas.

Ao longo dos contos, os personagens descobrem que suas diferenças não precisam ser vistas como defeitos. Pelo contrário, elas podem abrir caminhos para o aprendizado, a convivência e novas amizades.

O reconhecimento aconteceu no mês em que é celebrado o Dia do Escritor, em 25 de julho. Publicado pela Editora Cria Criança, o livro nasceu do interesse de Ava pela leitura e pela escrita ainda nos primeiros anos da escola.

Segundo a jovem autora, a ideia surgiu após a leitura de livros que abordavam amizade e respeito às diferenças.

“Eu comecei a gostar de escrever depois que aprendi a ler e fazia textos nas atividades da escola. Estava lendo livros que falavam sobre amizade e respeito às diferenças e pensei que eu também poderia escrever uma história sobre isso”, contou Ava.

Nascida em Salvador, ela também comemorou a oportunidade de ver sua obra disponível para outras crianças nas bibliotecas públicas da Bahia.

“Fiquei muito feliz porque agora outras crianças vão poder ler meu livro e deixar essa mensagem guardada nas bibliotecas”, afirmou.

De acordo com a mãe da estudante, Aline Lira, o incentivo à leitura começou ainda na primeira infância, com o hábito da família de frequentar livrarias e realizar leituras em casa.

Aline também destacou a importância do ambiente escolar no desenvolvimento da filha, por meio de atividades que valorizam a produção autoral das crianças.

“A conquista é resultado da dedicação, mas também de um ambiente que acreditou no potencial dela desde cedo”, ressaltou.

O livro foi lançado durante uma edição do Sofá Literário, projeto da biblioteca da escola voltado à apresentação de produções escritas pelos estudantes.

Agora, a história criada por uma menina de 9 anos deixa o ambiente escolar e ganha espaço nas bibliotecas públicas, levando a outras crianças uma mensagem simples e necessária: ser diferente também pode ser uma forma de transformar o mundo.