Durante os festejos, moradores e visitantes viveram dias marcados por cultura popular, música, gastronomia e manifestações que reforçam a identidade nordestina.

A programação reuniu atrações para todas as idades, com fogueira gigante, Forró na Feira, arrastão junino, quadrilhas, blocos, ruas decoradas pelos próprios moradores, transmissão do jogo da Seleção Brasileira e apresentações musicais. Outro destaque foi a transmissão ao vivo do Bahia Meio Dia, da TV Bahia, que levou para todo o estado as tradições e a riqueza cultural da cidade.

Um dos principais símbolos da festa foi a fogueira de 12 metros construída por Antônio Ramalho, conhecido como Cabrito. Produzida de forma artesanal, a estrutura se tornou um dos cartões-postais do São João e chamou a atenção de moradores e visitantes.

Na Rua do Sossego, a decoração feita pela própria comunidade transformou o local em um cenário típico junino. Bandeirolas, pinturas, enfeites, espaço para fotos e um espantalho celebraram as origens da festa. O artista Caíque Caial, formado em Artes pela UFRB, explicou que o projeto busca preservar uma tradição mantida há gerações pelos moradores da rua, valorizando a cultura popular e a identidade nordestina.

Além das manifestações culturais, o São João impulsionou o turismo, fortaleceu a agricultura familiar e movimentou a economia local. Comerciantes e ambulantes registraram aumento no fluxo de visitantes, enquanto produtores da região tiveram espaço para divulgar e comercializar seus produtos.

Segundo o Painel de Transparência dos Festejos Juninos da Bahia, o município investiu R$ 1,025 milhão na contratação de 24 atrações que se apresentaram na sede, Onha, Sodoma, Ponto Chic e no São Pedro do Taitinga. Mais do que promover entretenimento, a programação consolidou Muniz Ferreira como um dos destinos que preservam a essência do verdadeiro São João do interior baiano.