Nazaré deu um passo importante para ser incluída no calendário oficial das comemorações da Independência da Bahia. O tema foi apresentado durante uma solenidade realizada no sábado (18), no Salão Nobre da Prefeitura Municipal.

O encontro reuniu moradores, pesquisadores, representantes de instituições e convidados de outras cidades. Durante a programação, foram apresentados documentos e pesquisas que destacam a participação estratégica de Nazaré nas lutas pela independência, com o fornecimento de alimentos às tropas, atuação na inteligência e envio de pessoas para as frentes de batalha.

O 18 de julho em Nazaré e o reposicionamento da cidade nas comemorações oficiais do Estado da Bahia.docx

A professora, escritora e pesquisadora Ionã Scarante informou que encaminhou à Fundação Pedro Calmon um pedido para reposicionar Nazaré nas celebrações oficiais do Estado. A solicitação foi acompanhada por estudos de Anísio Melhor, Lamartine Augusto Vieira e Luís Henrique Dias Tavares.

Segundo os registros apresentados, no dia 18 de julho de 1823 a população nazarena teria expulsado soldados portugueses e um capitão-mor que estavam instalados no município. Após o episódio, moradores saíram pelas ruas para comemorar a vitória.

O 18 de julho em Nazaré e o reposicionamento da cidade nas comemorações oficiais do Estado da Bahia.docx

Em resposta enviada no dia 9 de julho de 2026, a Fundação Pedro Calmon reconheceu a importância da integração de Nazaré ao calendário oficial e acolheu a solicitação apresentada.

A idealizadora do evento e curadora do Museu de Nazaré, Ana Lúcia dos Santos Soares, ressaltou que a pesquisa histórica é fundamental para recuperar a memória e fortalecer a identidade cultural do município.

A solenidade também contou com a participação da Lira Aprendizado Manoel Clemente Caldas, fundada por Anísio Melhor e que completará 100 anos em 2027. O movimento reacende a esperança de que Nazaré receba oficialmente o reconhecimento por sua contribuição decisiva para a história da Bahia.