A tradição da farinha de mandioca em Nazaré ganhou uma representação em arte urbana através de um mural produzido pelo artista Jackson Babila. Realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, a obra retrata elementos ligados à zona rural, à mandioca e à farinha de copioba, referências presentes na história e na identidade cultural do município.

Em entrevista ao Divulgue Nazaré, Jackson explicou que a escolha do tema partiu justamente da relação de Nazaré com essa tradição e da intenção de utilizar a arte como forma de preservação da memória local.

“A ideia surge a partir da tradição, da cultura local, da identidade, da preservação da memória”, explicou o artista.

Durante a produção, Jackson também teve contato com moradores que compartilharam histórias e se reconheceram nas referências apresentadas na pintura. Para ele, levar essas cenas para uma fachada permite que a tradição saia do ambiente das casas de farinha e também seja apresentada no espaço urbano.

O artista destacou ainda a farinha de copioba, produto ligado à cultura alimentar de Nazaré e do Recôncavo. Segundo Jackson, o mural oferece a moradores e visitantes uma oportunidade de conhecer visualmente parte dessa história.

“Antes mesmo de a gente pôr no prato essa iguaria, que é a nossa farinha, as pessoas e os turistas podem se deliciar com esse mural”, afirmou.

Mural passa a atrair moradores

Depois de concluída, a pintura também passou a chamar a atenção de quem circula pela região. Iraci, responsável pelo imóvel onde o mural foi realizado, contou ao Divulgue Nazaré que moradores têm parado no local para observar e fazer fotografias.

“Toda hora tem gente tirando foto. Até crianças tiram foto”, relatou.

Iraci também falou sobre a experiência de disponibilizar a fachada para a realização do trabalho. “Gostei muito. Foi um momento de alegria, de satisfação. Que Deus abençoe ele. Gostei muito desse trabalho”, afirmou.

O mural está localizado na região conhecida como Cidade de Palha, atrás da Aldeza, no acesso à BR, na entrada e saída de Nazaré.

Ao representar em um espaço público elementos relacionados à produção da farinha, o trabalho aproxima arte urbana e memória de uma atividade que ajudou a construir a identidade da cidade historicamente conhecida como Nazaré das Farinhas.