Considerada a maior feira de artesanato ao ar livre da América Latina, o evento tem suas raízes diretamente ligadas ao rio que atravessa gerações no Recôncavo Baiano.

Muito antes de se tornar um dos maiores eventos culturais da Bahia, a feira começou de forma simples, impulsionada pela necessidade e pela criatividade dos artesãos de Maragogipinho. Utilizando o Rio Jaguaripe como principal via de transporte, eles desciam em canoas e barcos carregados de peças de barro até Nazaré, onde comercializavam seus produtos durante a Semana Santa.

Ao longo do tempo, o que era apenas uma prática comercial foi ganhando força e se transformando em tradição. As margens do rio se tornaram ponto de encontro entre cultura, economia e identidade local, consolidando a Feira de Caxixis como um símbolo do Recôncavo Baiano.

Mais do que um caminho físico, o Rio Jaguaripe carrega memórias afetivas da população. É nele que estão histórias de trabalho, de infância, de fé e de sustento de muitas famílias. O barro moldado pelos artesãos, muitas vezes retirado das proximidades do próprio rio, reforça essa conexão entre natureza e cultura.

Em um vídeo divulgado pelo perfil @marqgojipinho.rotadobarro, moradores destacam a importância do rio como fonte de vida e inspiração. “Cuidar do rio é cuidar das nossas próprias histórias”, ressalta a mensagem, reforçando a necessidade de preservação ambiental para garantir que futuras gerações continuem vivendo essa tradição.

Com a proximidade da feira, a expectativa cresce entre moradores, artesãos e visitantes. Além de impulsionar a economia local, o evento valoriza a cultura e mantém viva uma história que começou nas águas do Jaguaripe e segue firme até os dias de hoje.