Nos bastidores da política baiana, a disputa pelo cenário de 2026 começa a ganhar contornos mais claros. Em meio a uma força-tarefa liderada por ACM Neto para convencer o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, a compor sua chapa como vice, o gestor feirense fez um movimento político que chamou atenção: reuniu-se, logo cedo, com o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner.
A articulação da oposição envolve nomes influentes, como o ex-governador Paulo Souto e ACM Júnior, que entraram em campo para tentar atrair Zé Ronaldo. Segundo o jornalista Victor Pinto, apesar da resistência inicial e do compromisso público de concluir o mandato como prefeito, o cenário atual despertou mais interesse do que em 2022, quando Zé Ronaldo acabou preterido na disputa majoritária.
A estratégia de ACM Neto passa por ampliar a vantagem nas grandes cidades, especialmente em Feira de Santana, considerada peça-chave para neutralizar o desempenho do PT no interior. Nesse contexto, Zé Ronaldo surge como ativo eleitoral de peso.
Já o encontro com Jerônimo e Jaques Wagner, em meio a rumores de composição ou reaproximação, reforça que o prefeito mantém diálogo aberto com diferentes campos políticos. Entre cautela, valorização e sinalizações estratégicas, Zé Ronaldo volta ao centro do tabuleiro e mostra que, na política baiana, cada gesto tem peso e timing.


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