A cerimônia de posse do presidente eleito em 2026 será realizada em 5 de janeiro de 2027, mudando a data que tradicionalmente ocorria em 1º de janeiro. Pela nova regra, as posses dos governadores e do governador do Distrito Federal passarão a acontecer em 6 de janeiro. A alteração decorre da transição estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, promulgada em setembro de 2021, e será aplicada pela primeira vez aos eleitos em 2026.

Com a mudança no calendário, o presidente e o vice-presidente eleitos em 2022 permanecerão nos cargos por mais quatro dias além do previsto anteriormente. Nos estados e no Distrito Federal, os governadores e seus vice-governadores terão cinco dias adicionais em seus mandatos iniciados em 2023. Essas prorrogações integram a regra de transição para adequar o início dos mandatos às novas datas.

A separação das cerimônias, retirando-as do feriado de Ano Novo, foi justificada por autoridades do Senado Federal como uma forma de facilitar a presença de governadores na posse presidencial e possibilitar que participem das duas solenidades. A mudança também busca ampliar a participação popular nas cerimônias e evitar a coincidência com as comemorações da virada do ano, que dificultavam a vinda de representantes estrangeiros.

A nova programação altera o calendário institucional das posses a partir de 2027 e afeta a contagem de mandato dos eleitos em 2022 e 2023, sem, contudo, alterar o número total de anos previstos para cada mandato. A alteração deverá orientar as posses futuras, mantendo 5 de janeiro como data da transmissão do cargo presidencial e 6 de janeiro para os executivos estaduais e do Distrito Federal.