A Bahia conta com 17 cientistas vinculados a universidades do estado entre os pesquisadores mais influentes do mundo. Os profissionais aparecem em um levantamento internacional elaborado com base em indicadores de impacto científico da plataforma Scopus, da editora Elsevier, em colaboração com pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

Além dos 17 pesquisadores de instituições baianas, o levantamento identifica outros dois profissionais ligados à Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), totalizando 19 nomes associados a instituições com atuação na Bahia.

O estudo reúne pesquisadores que estão entre os 2% mais influentes em suas respectivas áreas de conhecimento. A classificação considera fatores como quantidade e impacto das citações recebidas por trabalhos científicos, participação dos autores nas publicações e reconhecimento acadêmico.

Entre as instituições representadas estão a Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e Universidade Senai Cimatec.

CONFIRA OS PESQUISADORES QUE INTEGRAM A LISTA

1. Marcos Pereira (Ufba): Nutrição, alimentação e saúde.

2. Matheus Melo Pithon (Uesb): Odontologia.

3. Mansueto Gomes-Neto (Ufba): Fisioterapia e pesquisa clínica.

4. José Patrício Bispo Júnior (Ufba): Fisioterapia e saúde pública.

5. José Cleiton Sousa dos Santos (Unilab): Química e biociências moleculares.

6. Marcos Almeida Bezerra (Uesb): Química ambiental.

7. Federico Costa (Ufba): Biologia e saúde coletiva.

8. André Rodrigues Durães (Ufba): Medicina e epidemiologia.

9. Eraldo Medeiros Costa-Neto (Uefs): Ecologia e recursos naturais.

10. Luiza Amim Mercante (Ufba): Química, materiais e nanotecnologia.

11. Daniel Véras Ribeiro (Ufba): Engenharia de materiais.

12. Bruno Fonseca-Santos (Ufba): Farmácia, nanotecnologia e biomateriais.

13. Paulo Henrique Gonçalves Dias Diniz (Ufob): Química aplicada a alimentos, medicamentos e biocombustíveis.

14. Milena Botelho Pereira Soares (Senai Cimatec): Biologia e biofísica.

15. Walter Nei Lopes dos Santos (Uneb): Química analítica.

16. André Wilson Machado (Ufba): Odontologia estética.

17. Franklin Riet-Correa (Ufba): Medicina veterinária e patologia.

18. Mirco Solé Kienle (Uesc): Biologia e estudos sobre anfíbios.

19. Carlos Dornels Freire de Souza (Univasf): Saúde coletiva e gestão da saúde.

PARTICIPAÇÃO FEMININA E DESAFIOS DA PESQUISA

Apesar da presença de pesquisadores de diferentes instituições e áreas de conhecimento, a participação feminina ainda é reduzida. Entre os 19 profissionais relacionados ao levantamento, apenas duas são mulheres: Luiza Amim Mercante e Milena Botelho Pereira Soares.

A desigualdade de gênero na carreira científica e as dificuldades para obtenção de financiamento estão entre os desafios apontados pelos pesquisadores.

Outro problema destacado é a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura, laboratórios e projetos de pesquisa, especialmente nas universidades públicas localizadas no interior da Bahia.

COMO FUNCIONA O RANKING INTERNACIONAL

O levantamento utiliza informações da base científica Scopus e considera diferentes indicadores para medir a influência dos pesquisadores.

A classificação possui duas modalidades: uma avalia o impacto acumulado durante toda a carreira científica, enquanto a outra analisa o desempenho em um período específico.

Os dados utilizados na edição de 2026 incluem informações atualizadas até agosto deste ano, com indicadores de citações referentes a publicações contabilizadas até o final de 2025.

A presença dos pesquisadores na relação internacional demonstra o alcance de estudos desenvolvidos em instituições baianas e reforça a participação das universidades do estado na produção de conhecimento científico.